MPEG Fest chega cravando que "O Impossível é só questão de opinião"

Evento da Editora MPEG cumpriu sua proposta e parou a internet (além de consolidar a editora como "editora do impossível")

Sinceramente? Eu não esperava poder dizer que a mesma editora prometeu três vezes e, em todas, entregou; mas cá estou pra redigir um texto opinativo sobre os anúncios do MPEG Fest e dizer que, pela terceira vez, a editora fez barulho e provou que, sim, merece a alcunha de "Editora do Impossível".

Em Janeiro de 2023 foi a primeira vez e, na época, gravei um Comentando no QG sobre - inclusive brinquei com o bordão que está no título desta postagem, você pode ouvir o episódio clicando aqui -; em dezembro de 2024 foi a segunda vez e, naquele momento, eu admito: já estava entregue o hype train.

É curioso dizer isso, mas é um fato: foi vendido hype e ele foi cumprido. Tanto no anúncio de Gash Bell!, quanto nos anúncios de Beck: Mongolian Chop Squad e Nodame Cantabile foi jogada uma régua de expectativa, uma régua de "vamos abalar o mercado" e, sejamos francos... Isso foi entregue.

No Animê Friends deste ano sem painel no evento, apenas pelas redes sociais, eles fizeram de novo anunciando Kaoru Hana. Ainda assim, eles tinham uma carta na manga e avisaram: Vamos quebrar a internet; é nesse cenário que chegamos ao dia 30 de agosto, onde eles quebraram a internet e fizeram história.

Me alonguei, porém o disclaimer acima fica necessário só para elucidar que, no evento, eu já estava crente que aconteceria algo pra abalar, afinal a editora já havia entregado nas vezes anteriores, então... Fica difícil achar que é só gogó.

Preciso dizer que cheguei ao evento apenas na parte dos anúncios por motivos de "sou CLT e trabalho aos sábados" (por este motivo as fotos ilustrando são apenas dos anúncios); mas quero deixar registrado que gosto da postura do pessoal da MPEG assumir os erros, entender onde podem se aprimorar e provarem o real interesse em resolver isso, além de fazer isso nos primeiros minutos do evento, juntamente com a retrospectiva da editora - é uma parada que ajuda a aproximar o público e dá uma visão de maturidade em como lidar com as críticas.

Outra coisa legal é que toda retrospectiva acaba preparando o público para o que virá adiante, que é quando a editora comentou sobre os planos para este segundo semestre e anunciou suas novidades tanto para seus nacionais como nas obras internacionais.

No geral, o saldo de todo começo da apresentação para falar sobre as novidades foi bem legal e traça um panorama bem bacana referente a editora; porém vamos falar sobre as novidades, mais precisamente os novos títulos anunciados - até porque o foco aqui é esse, né?

Dos nacionais, quero dizer que achei bem interessante os anúncios feitos. Tanto para os títulos novos, como para os novos volumes dos autores da casa, além disso é válido destacar que o foco da MPEG em dá para suas obras nacionais, há um genuíno carinho com os autores que estão presentes e é bacana ver isso - cabendo o destaque que, segundo a editora, todas as obras nacionais da editora venderam bem.

Dos títulos nacionais anunciados ainda não li Miss Fortune, porém conferi o primeiro capítulo de Betiger e, para resumir, posso dizer que é bem legal. É o tipo de obra divertida, que vale conferir e conhecer (eu vou postar primeiras impressões em breve por aqui e no Instagram).

Agora falando sobre os anúncios de mangás japoneses posso dizer que tivemos títulos fortes e interessantes, porém o destaque maior ficou para os três últimos anúncios. Não me entendam errados, óbvio que todos os 7 anúncios tiveram seus impactos, mas os que ficaram para o final foram a cereja do bolo. 

Chihayafuru é aquela obra que ninguém esperava e chegou com os dois pés na porta, para fazer a galera começar a vibrar; após isso tivemos Rave Master anunciado, nos presenteando com um Shonen lutinha do Hiro Mashima - que fez a alegria do fandom do autor, que já queria essa obra por aqui há anos -; por fim tivemos o impossível virando possível... Tivemos Hajime no Ippo.

A obra de Joji Morikawa fez o público ir a loucura, pois foi um anúncio que quebrou o estigma de impossível e, indo além, fez um desejo de anos ser atendido. Porém, a MPEG foi além... ELES LANÇARAM A OBRA NO EVENTO! Aí o negócio ficou ainda melhor e a festa foi completa. 

Entendam, esse MPEG FEST foi um pé na porta de todos que achavam que a palavra impossível ainda é cabível no cenário atual. No caso da própria MPEG, já foi provado, por três vezes,que o impossível é algo relativo (diria até inexistente); além de terem cumprido bem a ideia de cumprirem as expectativas que geram. 

Dito isso, só cabe completar enfatizando que, sim, a editora me pegou de vez. Se antes do anúncio desse sábado (30) eu já acreditava no potencial, agora acredito em dobro e, de coração, torço muito para essa nova empreitada dar certo.

Afinal, todos só ganham com as iniciativas apresentadas (neste caso: Hajime no Ippo está pelo preço de R$ 42,90. Um preço extremamente baixo para um mangá de quase 400 páginas e uma senhora qualidade). 

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